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As doenças ocupacionais, também conhecidas como doenças de trabalho, costumam causar dores de cabeça sem fim. Seja para quem ficou doente, que se sente lesado pela situação, ou para a empresa, que acaba tendo que lidar com a falta de um colaborador e em situações extremas até ter que arcar com indenizações.

Para mudar essa realidade, nada melhor que conhecer as doenças mais comuns e saber como evitá-las. Assim você consegue agir de forma sistemática e eficiente para mudar a realidade da sua organização. Ficou curioso? Então vamos lá!

O que são as doenças ocupacionais?

Quando um colaborador trabalha por muito tempo em um mesmo lugar — ou ainda na mesma função sem os devidos cuidados — pode ser acometido por uma doença. Algumas delas são mais simples e resolvidas com facilidade, mas outras podem até comprometer o trabalho demandando cuidados extras.

Por isso é fundamental que empresas e funcionários estejam cientes dos riscos que o ambiente de trabalho pode trazer. O exame admissional se revela importantíssimo para verificar a existência de doenças antes de entrar na empresa, assim como o acompanhamento no desenrolar dos anos.

Quais são as doenças mais comuns?

Depois de entender o que são as doenças ocupacionais, é bem provável que você esteja se perguntando quais delas estão entre as mais comuns, certo? Então confira a listagem que fizemos:

Doenças ocupacionais por repetição

1. LER/DORT

A LER (Lesão por Esforços Repetitivos) e DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho) são mais comuns que muitas pessoas imaginam. Os dois são provocados por uma postura inadequada ou ainda movimentos repetitivos.

Como você deve imaginar, causam desconforto e dores, então o ideal é procurar o médico para um diagnóstico mais completo. Vale lembrar que essas doenças podem ser confundidas com algo passageiro, portanto, muita atenção.

2. Problemas com a coluna

Sentar-se repetidamente com uma má postura pode trazer danos à sua coluna. Nada mais natural, já que isso todos os dias acaba desgastando o corpo.

Para evitar esses problemas no ambiente de trabalho, é fundamental focar na ergonomia e na educação sobre a postura correta ao realizar as atividades no dia a dia.

Doenças ocupacionais por barulho

3. Surdez

A surdez temporária ou definitiva é provocada por ambientes de trabalho muito barulhentos e está entre as mais comuns. Quem fica exposto a ruídos constantes pode perder a sensibilidade auditiva, um sintoma que acontece de forma prolongada e silenciosa.

O efeito colateral é muito comum entre operários de construção civil que utilizam equipamentos com ruídos e operadores de telemarketing.

Doenças ocupacionais de pele

4. Dermatite

A dermatite é muito comum e pode acontecer como reflexo de algum elemento que foi distribuído ou ainda na composição de algum produto. Ela causa danos reversíveis a pele, mas é bom monitorar os sintomas.

5. Dermatose

A dermatose é outra doença de pele e que acomete muito as pessoas que trabalham com graxa ou óleo mecânico. Isso porque esses componentes podem desenvolver reações alérgicas crônicas.

6. Câncer de pele

Quem trabalha exposto ao sol pode sofrer com muito desgaste na pele e, em situações mais graves, até virar um câncer. A doença é muito comum em países tropicais e não é diferente no caso do Brasil.

Ainda assim, a doença só pode ser considerada ocupacional em certos casos. Quem trabalha em escritório sem exposição solar, por exemplo, não pode alegar que desenvolver a doença no trabalho.

Doenças ocupacionais de visão

7. Catarata

É isso mesmo: a catarata pode ser uma das doenças ocupacionais. Quem trabalha submetido a altas temperaturas pode sofrer com a perda de cristalino — um ponto que ocasiona a catarata e, em casos mais graves, até a cegueira.

Ela é resultado comum de trabalhadores de metalurgia e siderurgia, então é bom investigar para ver se essa é mesmo uma das doenças ocupacionais ou não.

8. Desgaste da visão

Os trabalhadores em período noturno (como médicos, vigias ou operadores 24 horas) podem sofrer com o desgaste da visão. Isso acontece porque esse tipo de atividade desregula a produção de hormônios que acontece durante o sono.

O resultado e os reflexos podem variar muito, mas podem sim comprometer a visão. Quando acontece por muito tempo, pode levar à perda total ou parcial.

Doenças ocupacionais respiratórias

9. Asma ocupacional

Quem trabalha com construção civil, ou ainda de forma próxima com algodão, madeira ou couro, também pode inalar muitas partículas — um ponto que pode ocasionar a asma ocupacional.

Os primeiros sintomas envolvem falta de ar, tosse e chiado no peito. Se você pensa que é bobagem, então é bom saber que o desdobramento pode ser fatal, gerando câncer de pulmão e paradas respiratórias.

10. Silicose

A silicose tem um perfil parecido ao da asma ocupacional. Nesse caso, ela é causada pelo acúmulo de poeira sílica nos pulmões, um ponto que pode impedir e comprometer a respiração com o passar do tempo.

Como é irreversível (ou seja, o paciente vai ter que lidar com a doença para sempre) é indispensável o uso de proteção. Além de ser irrecuperável, quando não tratada, ela pode se desenvolver a até ocasionar a morte por insuficiência respiratória.

11. Siderose

Nesse caso, a doença respiratória envolve um acúmulo de partículas microscópicas de ferro nos bronquíolos — e por isso também causam falta de ar. Como você deve imaginar, ela é muito comum entre trabalhadores de minas de ferro.

Doenças ocupacionais psicossociais

12. Depressão

A pressão excessiva e a rapidez do mundo moderno podem interferir de forma direta na esfera emocional das pessoas. A depressão é um exemplo, mas que segue se tornando uma das doenças psicossociais mais comuns no mundo corporativo.

Ela pode ser fruto de ritmo agressivo de trabalho, desentendimentos e carga horária excessiva. Ela ainda pode vir acompanhada de outras doenças, como ansiedade e síndrome do pânico, por exemplo.

13. Estresse

O isolamento e a pressão também podem ocasionar altos índices de estresse. Embora possa ser imperceptível em um primeiro momento, pode tomar dimensões muito maiores e até afastando definitivamente o colaborador.

Como evitar o aparecimento das doenças?

Depois de conhecer as principais delas, deve estar se perguntando que tipo de medidas as organizações devem tomar para proteger os colaboradores e evitar esse aparecimento de cada uma dessas doenças ocupacionais, não é mesmo?

Pois bem, é fundamental estar atento e reparar o aparecimento de qualquer desconforto, dor ou reclamação dos funcionários — seja física ou mentalmente. Quando perceber isso, mobilize-se e acione um médico (mesmo que os sintomas ainda não sejam graves).

Depois de oferecer todo o suporte para o colaborador, veja se existe alguma possibilidade de aproveitá-lo em outra função ou mudar um pouco suas atividades.

Outro ponto importante a se investir é na conscientização do seu time. Eles devem saber que precisam usar o Equipamento de Proteção Individual (EPI), assim como adotar medidas que preservem sua saúde em dia.

É importante estimular que eles façam atividades físicas, ginástica laboral, tenham momentos de lazer fora do trabalho e desestressem. Embora essas atitudes pareçam simples em um primeiro momento, ajudam muito a prevenir as doenças ocupacionais e melhorar a saúde dos funcionários.

Depois de entender um pouco melhor sobre as doenças ocupacionais e como evitá-las, não deixe de adotar essas medidas na sua organização. Essa é uma ótima maneira de prevenir problemas trabalhistas e preservar a imagem da instituição.

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